Faturas Coelba, incompatíveis com a leitura de medidores

É chocante, mas pagar como consumido ainda é um mito no campo da eletricidade. É curioso, mas o pagamento da fatura coelba (mensalmente) não coincide com o da leitura dos contadores (feito, às vezes, uma vez por semestre). Com este sistema, a primeira conclusão alcançada é clara: cinco das seis faturas podem ser baseadas em estimativas, e não no consumo real, o que significa que muitos consumidores pagam mais em seus recibos. As múltiplas reclamações que foram registradas nos últimos três anos levaram a um novo regulamento para empresas de eletricidade.

O Ministério da Indústria Acabei de aprovar uma disposição que define a leitura bimensal dos contadores. Longe de resolver os problemas, as associações de consumidores ainda vêem incompatibilidades e erosão de direitos para os cidadãos. As faturas permanecerão infladas. Por isso, exigem a leitura mensal de medidores.

Mudanças inadequadas

Há três anos, os consumidores espanhóis pagam suas contas de energia todos os meses. Em 2008, o governo aprovou um decreto real que alterou o sistema de pagamento de eletricidade, que passou de ser a cada dois meses para mensal.

No entanto, embora possa surpreender, a leitura do medidor ainda foi realizada com maior periodicidade, o que fez com que as faturas, em muitos casos, não se ajustassem ao consumo real. Por lei, até agora, as leituras reais dos contadores de eletricidade poderiam ser feitas a cada seis meses e, geralmente, a cada dois meses.

A leitura semestral causou inúmeros desvios entre as faturas e o consumo real

Em algumas comunidades, como o País Basco, a leitura da luz já era feita a cada dois meses. No entanto, no resto da Espanha, algumas empresas de eletricidade realizaram a leitura uma vez por semestre, o que causou vários desvios entre as contas e o consumo real. Às vezes, as reclamações eram geradas pelas faturas desproporcionais enviadas pelas empresas.

O Ministério da Indústria aprovou uma disposição (publicada no Diário Oficial do Estado na segunda-feira) para pôr fim ao problema e às inúmeras reclamações dos consumidores: a partir de agora, leituras leves serão feitas a cada dois meses e apenas Eles podem ser feitos a cada seis meses se você tiver o consentimento expresso do cliente.

Regra ineficaz da Coelba

O novo sistema de cobrança, no entanto, ainda não é convincente. De uma das principais organizações de consumidores, considera-se que a nova determinação permanecerá ineficiente. Esta resolução não implicará mudanças importantes para os cidadãos e exigirá que a leitura dos contadores seja feita mensalmente, da mesma forma que o pagamento é feito. Só assim o recebimento da luz seria ajustado ao que foi consumido e evitaria o pagamento de contas “inchadas” ou desproporcionais. Para o planejamento familiar, a leitura mensal também seria mais positiva, pois evitaria receber algumas faturas desproporcionais, que podem se basear em previsões errôneas.

Sem ir mais longe, pode ser o caso de muitos agregados familiares que antecipam as suas férias e, portanto, reduzem o consumo de luz a um mínimo na sua casa habitual durante o período de verão. Se a empresa considerar o consumo do ano anterior para o cálculo, o projeto final refletirá um forte desvio da realidade.

Também é criticada a falta de sanções contra as empresas de eletricidade que não cumprem com os prazos de leitura do medidor (bastante abundantes), o que os leva a pensar que os novos regulamentos também não vão resolver nada.

Como calcular a fatura Coelba?

Até agora, as empresas de energia elétrica fizeram as contas de luz de acordo com os dados de consumo, quando o medidor foi lido e com uma estimativa, com base no consumo do mesmo período do ano anterior, quando não havia leitura. Isso envolveu um grande número de recibos com base em estimativas.

Eles só podem ser lidos a cada seis meses se você tiver um consentimento expresso do cliente

O sistema não agradou nem aos consumidores nem às associações coletivas, que consideraram e expuseram, em numerosas ocasiões, contra os regulamentos de defesa do consumidor. Essas queixas levaram o Ministério da Indústria a mudar o sistema e aprovar uma regra que define a leitura bimensal dos medidores.

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